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Por quê contratar música ao vivo?

Por quê contratar música ao vivo?

Eu acho  muito difícil falar sobre a importância do meu trabalho. Às vezes estou tão envolvida no fazer que não consigo enxergar as dúvidas, as curiosidades e as dificuldades das pessoas que estão fora do meu próprio círculo de trabalho, fora da minha “bolha”.

Levei muito tempo pra perceber e quando me toquei disso comecei a perguntar para clientes, amigos, parceiros e fornecedores sobre dúvidas em relação à música ao vivo. A pergunta era muito simples: “tu tens alguma dúvida, dificuldade ou curiosidade sobre contratar música ao vivo?”. Seguida de uma confirmação da pergunta: “isso não é uma pergunta retórica. Eu estou pesquisando quais são as dúvidas das pessoas pra conseguir melhorar meu trabalho e o atendimento e construir novas possibilidades”. E começaram a chover informações e montes de possibilidades de conteúdo. A partir deste material comecei a pesquisar e construir conteúdo para meu canal pessoal do YouTube, textos para este site e também material de divulgação nas redes sociais.

O primeiro tópico, aquele que é o mais óbvio e por isso mesmo o mais difícil de responder é: POR QUÊ CONTRATAR MÚSICA AO VIVO?

Quando a gente fala de música ao vivo o leque é grande: pode ser um quarteto de cordas tocando repertório clássico (ou não, pois as possibilidades de um quarteto de cordas são muitas), um grupo de jazz, um Mc fazendo rima e batida, uma banda cover pra animar a pista, um grupo de pagode… em todos os casos estamos falando de artistas fazendo apresentações musicais que são performances únicas. Cada apresentação, por mais padronizado que seja o repertório, é única e adaptada ao momento.

A gente tem essa coisa de achar que artista é só aquele cara famosão, excêntrico que faz grandes espetáculos, shows com milhares de pessoas na plateia tipo Paul MacCartney, Madonna, Cold Play, Daniel, Thiguinho, André Rieu… mas o músico profissional que toca na orquestra da tua cidade, que tem a banda de jazz, de MPB, o mestre da escola de samba pode fazer uma apresentação linda e completamente personalizada no teu evento.

Falando especificamente do trabalho da Camerata Accord, a gente não tem grupos fechados. Não existe a Banda da Camerata, a Orquestra, o quarteto. Nós também não agenciamos nenhum artista ou grupo musical. Nosso modelo de negócio é organizar os grupos musicais por demanda. Isso nos dá liberdade para criar e preparar uma apresentação completamente personalizada pra atender as necessidades do contratante. A música começa do jeito que precisa começar e termina quando e como precisa ser terminada pois o arranjo (a forma como a música vai ser tocada adaptada ao grupo musical que vai tocar) é feito ou adaptado especialmente para cada evento.

Exemplos? Tenho um monte. Dá pra criar material diferenciado a partir de dois músicos.

Podemos ter um duo de violino e piano ou violino e acordeon ou um trio de violino, voz e piano, quarteto de cordas clássico (dois violinos, viola e violoncelo) recebendo convidados de um eventos com MPB, com pop/rock, com um repertório selecionado só de Beatles por exemplo. Também temos os clássicos quarteto de cordas e trompete ou trio de cordas para casamentos. Só nestes poucos exemplos as sonoridades são completamente diferentes. Também podemos organizar um grupo adaptado ao repertório com duo de cordas, piano e trompete para tocar clássicos do cinema. Também podemos organizar um conjunto pequeno de violino, acordeon e voz cantando somente os clássicos da colônia italiana no Brasil ou trechos de óperas com uma sonoridade mais “rústica”, mambembe.

Percebe que até agora só falei de grupos pequenos, de até quatro, cinco músicos. Podemos organizar conjuntos maiores com grupo vocal, organizar um coral com repertório black gospel como o do casamento de Meghan Markle e o Príncipe Harry. Aliás, este casamento é um exemplo de uma cerimônia transformada em um concerto e um dos meus preferidos da realeza.

Ainda no mercado de casamentos, existe uma tendência das noivas pedirem a entrada da marcha nupcial de Mendelsson (a mais tradicional aqui no Brasil) para anunciar a chegada da noiva e depois para a entrada uma outra música que tenha um significado para os noivos ou para a família. Com a música ao vivo a gente consegue fazer essa passagem de forma muito personalizada, natural e melhor: com a música ao vivo a gente consegue dar o tom que os noivos escolherem. Um quarteto pode ter um astral formal ou um astral mais descontraído dependendo do repertório selecionado.

Enquanto escrevia este texto e preparava o roteiro para o video, percebi o quanto este assunto ainda vai render pois a lista de vantagens é enorme assim como a variedade de tipos de eventos e formas de inserção de uma apresentação de música ao vivo em um evento.

Pra finalizar um último item  que, no meu entendimento, é a grande razão pra se contratar música ao vivo: é uma experiência única para teus convidados, uma obra de arte ao vivo, feita sob medida para o teu evento. Uma performance que nunca mais ninguém vai ver igual.

 

Formatura

Formatura

Todo mundo sabe que formatura é uma cerimônia longa e cheia de discursos e homenagens e muitas vezes chata para os convidados que, apesar da felicidade com o sucesso dos formandos, ficam durante horas assistindo uma cerimônia formal. Quem nunca “pulou” a cerimônia do primo e foi direto pra festa?

Como atualmente as universidades permitem maior maleabilidade no cerimonial, nós acreditamos que a cerimônia de formatura pode ser um momento solene e também de celebração descarada, transformada em um espetáculo para acompanhar o estado de espírito dos formandos, surpreender e homenagear os convidados. Acreditamos em fazer deste rito de passagem um grande espetáculo.

Sugerimos violino e violoncelo abrindo a cerimônia acompanhados de bateria e tocando músicas da moda, quartetos de cordas tocando os hinos e cantores homenageando os pais. Versatilidade é a palavra: com um grupo profissional fazendo música ao vivo podemos agradar a todos os gostos e transformar o evento em um show.

Flash mobe com os próprio formandos participando da homenagem? FAZEMOS! participação especial dos músicos com entradas triunfantes? Fazemos também. Trompetes para a entrada da turma e dos professores? Nossa, fica muito, muito legal!

 

Depois de um abertura “UAU!”, quarteto de cordas para a execução do Hino Nacional Brasileiro, deixando todos surpresos mais uma vez com músicos eruditos de carne e osso tocando ao vivo o hino. Também vale cantor + cordas, quarteto de vozes… montamos a formação de acordo com o gosto do contratante e a disponibilidade de orçamento.

 

Violinista na formatura
Violinista na formatura

Ao todo, durante uma cerimônia de formatura, podemos executar entre três e cinco musicas. Sempre buscando a melhor relação custo/benefício, podemos transformar a sua cerimônia de formatura em um espetáculo particular oferecido dos formandos aos seus convidados, que tanto apoiaram o estudante durante os anos de formação.

Entre em contato! vamos juntos elaborar uma apresentação especial.

Este texto também está publicado no blog de nosso parceiro Guia Festa. Clica AQUI e dá uma olhada nos vários serviços para eventos que eles oferecem para o seu evento.

Adorei o repertório diferenciado mas o padre é “chato”…

Adorei o repertório diferenciado mas o padre é “chato”…

…e só deixa tocar música cássica no casamento na igreja.

A primeira vez que alguém me falou sobre “padre chato” eu entrei em pânico. O casal tinha escolhido um repertório todo moderninho para o quarteto de cordas e a notícia veio enquanto os músicos se ajeitavam para o início do casamento em 30 min.

Respirei e fui conversar com o padre. Ele queria aprovar o repertório.

Levei a lista das músicas, conversei, combinei a Ave Maria… e por pura sorte deu tudo certo.

Pura sorte mesmo. Eu estava completamente despreparada e não fazia ideia que isso podia acontecer.

Depois disso cultivo o hábito de dar uma palavrinha com todos os sacerdotes com os quais trabalho e, quando tem, as cerimonialistas locais dos templos onde tocamos. E aprendi MUITO com isso:

Minha filha, tudo é uma questão de bom senso. Teve uma época que era moda casar com a música do Titanic. Eu barrei sempre. Como é que alguém vai começar um casamento com a imagem de um navio afundando?

Outro dia uma noiva me veio com uma gravação que a letra falava sobre a noiva, tão linda, que entrava na igreja e tals. Acontece que quando a gente ouvia a letra toda, quem estava cantando era o amante da noiva vendo ela entrar e casar com o noivo. Com é que eu vou deixar isso?”

Palavras da salvação!

Ouvi isso de um sacerdote em um templo tradicional de Porto Alegre. Essa conversa me ajudou a entender que o segredo para solucionar o “padre chato” é simplesmente o respeito.

Ás vezes, no afã de montar uma cerimônia memorável e realizar o sonho dos noivos, algumas pessoas não percebem que quando decidimos casar em um templo, estamos decidindo casar de acordo com uma série de dogmas e regras de comportamento. Não pode fazer cerimônia com músicas com letras lascivas, até chulas, que vão contra os ensinamentos da fé do templo escolhido, assim como não vamos parar o ensaio da escola de samba pra colocar um pregador com discurso preconceituoso no meio da quadra pra “ensinar” o que é certo. Não faz sentido. Não é respeitoso.

Como se resolve isso? Simples. Quando os noivos escolhem casar em templo, e a fama do sacerdote é de “chato” a primeira coisa que fazemos é ajudar na seleção de músicas que falem sempre de um amor especial, de histórias românticas, com melodias bonitas. A segunda coisa é selecionar, quando a igreja é católica, uma Ave-Maria para o momento da bênção das alianças. A terceira coisa é levar um repertório “coringa” junto na pasta de partituras para o caso de alguma das músicas ser barrada na hora de começar a cerimônia.

Mas então não tem sacerdote “chato” inviável? Tem sim. São poucos mas existem.

Daí temos que ter paciência, entender que estamos ocupando o espaço de trabalho dele e precisamos conversar com ele bem antes da cerimônia, aprovar o repertório e às vezes a formação.