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Por quê  contratar uma empresa especializada em música ao vivo?

Por quê contratar uma empresa especializada em música ao vivo?

Qual a diferença entre contratar uma empresa de música ao vivo e um músico “avulso”?
Tem diferença entre contratar aquele solista que eu vi no concerto e a empresa de música ao vivo que me indicaram ou que eu vi o anuncio no portal de fornecedores para eventos?

Já me perguntaram várias vezes por que eu tenho uma empresa de música ao vivo para eventos se a organizadora ou a produtora pode entrar em contato direto com os músicos ou com uma orquestra ou uma escola de música para contratar os músicos necessários. Tem diferença? E junto com essa pergunta vem outra: tem diferença entre músico de concerto e músico de evento?

Vou aqui usar um texto muito batido mas muito verdadeiro: o mundo mudou, continua a mudar e vai mudar cada vez mais rápido. Isso se deve à internet? Também.

As mudanças sociais são inevitáveis, a capacidade e a velocidade de transmissão de informação influenciam a mudança e a internet (e agora a pandemia) tem servido como um catalisador e está acelerando isso de uma maneira que a gente não sabe muito bem lidar. Estamos meio que naquela situação de trocar a roda com o carro andando. Com esta distribuição massiva de informação as pessoas (leia-se clientes) estão cada vez mais bem informadas em todos os assuntos, procurando sempre por novidades e melhores soluções e possibilidades de personalização. Isso torna o mercado mais competitivo e mais profissional e só se mantém quem está sempre se atualizando. Neste mesmo movimento diminui o espaço para os curiosos e amadores mal preparados e sobressaem os que se profissionalizam e estão sempre atentos a atualizações. Tenho notado também o fortalecimento das empresas e profissionais que investem em parcerias e trabalhos cooperados.

E é assim em todos os mercados: moda, alimentação, academias, escolas e, claro, nos eventos.

Antigamente uma empresa fazia um coquetel para os sócios, os investidores, os clientes especiais e quem arrumava tudo era a esposa do presidente ou a secretária. A moça ia casar, a mãe, as tias, as avós, madrinhas, amigas e a própria noiva davam conta da festa, na maior parte das vezes a própria casa da família ou no salão paroquial, na casa de uma parente ou amiga da família em melhor situação financeira, com a casa maior. Os aniversários de criança, que a pouco tempo atrás eram em casa, no pátio ou no salão de festas do prédio, agora são em salões com brinquedos, animadores, recreacionistas, garçons…

Agora os eventos já não são mais em casa, as empresas têm departamento pessoal e/ou marketing pra organizar eventos internos e externos e contratar produtores e fornecedores. As cerimônias de casamento, os eventos corporativos, festas de aniversário estão cada vez maiores, com mais detalhes, mais complicadas de gerenciar. Um organizador de eventos chega a articular 30, 40 equipes com especialidades diferentes antes, durante e depois do evento e existem normativas, leis, protocolos, autorizações e seguros específicos para locais de eventos e profissionais da área, com atualizações regulares.

E neste ponto do texto eu volto pra pergunta inicial: por quê contratar uma empresa especializada em serviços para eventos com músicos treinados e experientes em eventos?

De acordo com minha experiência profissional, existem quatro pilares para uma boa entrega em eventos: atendimento, produção, experiência em eventos e protocolos de ação.

1) ATEDIMENTO: em uma etapa preliminar precisamos saber a data, o local, o tipo de evento, o tipo de necessidade de grupo musical. É mais ou menos o que as agências de publicidade chamam de briefing.
Com isso é organizado um orçamento preliminar com várias opções, a partir do qual vamos adaptando as necessidades e desejos do contratante com o valor destinado ao investimento até chegar a uma situação ideal. Depois deste primeiro momento, combinamos um encontro ao vivo (pessoal ou virtual, dependendo das circunstâncias) para fechar os detalhes de repertório, para as partes se conhecerem… muitas vezes, principalmente para contratação de eventos sociais, eu levo junto um instrumentista para tocar ao vivo para o contratante e sanar dúvidas técnicas, curiosidades, etc. Um bom atendimento tem a capacidade de ouvir o cliente e procurar soluções adequadas, não simplesmente vender um produto. Um bom atendimento deixa o cliente seguro e tranquilo do que está contratando e já é um bom caminho andado para as outras etapas.

2) PRODUÇÃO é o trabalho de organização da apresentação. O produtor (e o assistente de produção) organiza o grupo musical em detalhes antes, durante e depois da apresentação com as contratações dos músicos, encomenda e distribuição das partituras, preparação do rider, contato com a empresa de sonorização para uma boa captação, contato com a decoradora para definir o espaço que o grupo musical vai ocupar e a logística de chegada e saída, combina e/ou providencia o traje dos músicos, garante pontualidade, postura e comportamento. Também é o primeiro que chega, faz contato com o organizador do evento, “instala” os músicos no lugar adequado, articula a passagem de som, manda tocar, manda parar, tira os músicos do local da melhor forma possível. É a interface entre os músicos e a organização do evento.

3) EXPERIÊNCIA EM EVENTOS. O produtor precisa saber o que está fazendo, precisa ser treinado, saber prever problemas e ser muito, muito proativo. E OS MÚSICOS TAMBÉM.
Eu tenho dezenas de histórias pra contar de músicos excelentes, solistas, professores, que não servem pra trabalhar ou tocar em eventos.
O perfil do músico de evento (e do profissional de evento) é bem particular. Nada muito complicado mas o comportamento é quase como os dos mordomos ingleses do século 19. Quando se está trabalhando/tocando em um evento a pessoa precisa ter noção de que faz parte da decoração: tem que ser muito, muito discreto; não reparar ou comentar nos convidados; não pode olhar no relógio, não pode olhar no celular, não pode tirar nem postar foto; não pode conversar de forma inadequada, não pode dar gargalhada e menos ainda interagir com os convidados sem ser chamado. E SE for chamado, agir respeitosamente sempre em postura pro-ativa para resolver problemas.

Tem que ter paciência porque chove meia hora antes do evento e a gente precisa mudar de lugar, tem que esperar a noiva que atrasa (algumas realmente abusam, mas isso é outra história).

Especificamente sobre os músicos, compreender que no evento a música começa de acordo com o combinado, acaba quando o contratante manda acabar, repete quantas vezes for necessário… E tudo isso sorrindo e sendo simpático e gentil o tempo todo porque evento é uma experiência que o contratante oferece para os convidados dentro de um contexto, não um concerto, em que as pessoas vão lá exclusivamente para ouvir música e admirar a capacidade técnica do músico.

4) os PROTOCOLOS são as listas de itens a serem checados em cada etapa para diminuir a probabilidade de erro. Existem listas básicas comuns a cada evento mas com a experiência a gente aprende que cada evento precisa de sua lista própria de acordo com as suas particularidades. Parece simples mas, por exemplo, esquecer as lâmpadas de led portáteis para um evento ao ar livre ou a empresa de sonorização esquecer de enviar o número correto de microfones pode gerar um problema insolúvel.

Um músico sozinho pode fazer isso tudo? Pode, claro. Mas é uma sobrecarga em uma pessoa única que pode prejudicar a entrega. Vale a pena arriscar o investimento de uma festa inteira pra economizar alguns reais?

Aqui eu vou fazer um aparte: quando falo em empresa de música ao vivo, quando falo do trabalho da Camerata Accord estou falando do trabalho de organizar grupos musicais personalizados (trios, quartetos, duos, orquestras, todos sob medida) com repertórios personalizados.

Existem músicos que “vendem” a si mesmos com um excelente trabalho: voz e violão, piano e voz, violino e Dj. Nestes casos eles não organizam grupos musicais diferenciados, eles já tem o grupo fechado, o rider pronto e o espetáculo com poucas alterações. Isso simplifica muito as etapas de atendimento, produção e protocolo. Assim como as bandas cover que têm produção e atendimento e às vezes até staff de montagem.

Aqui na Camerata Accord a gente costuma enviar os grupos musicais com um dos músicos como líder “condutor” do grupo musical e um assistente de produção pra fazer a interface entre os músicos e a produção do evento ou o organizador. O assistente é aquela pessoa que chega junto (ou pouco antes se necessário) com os músicos, verifica com o organizador ou produtor onde “instalar” os músicos. Enquanto os músicos se instalam, o assistente organiza os últimos detalhes com o organizador, as mudanças de última hora… durante o evento essa pessoa fica à disposição o tempo todo para coordenar a apresentação musical, para ficar atenta a qualquer imprevisto, qualquer mudança de última hora, justamente para o organizador ter uma preocupação a menos.

Como podes imaginar, fiz toda essa argumentação para dizer que sim, é importante contratar empresas especializadas para garantir qualidade de serviços em sua festa. As festas não são mais amadoras, os profissionais envolvidos também não podem ser.

 

Esta linda foto ilustrativa foi tirada por Dionathan Santos na Caza Wilfrido, em Gramado/RS.

Por quê contratar música ao vivo?

Por quê contratar música ao vivo?

Eu acho  muito difícil falar sobre a importância do meu trabalho. Às vezes estou tão envolvida no fazer que não consigo enxergar as dúvidas, as curiosidades e as dificuldades das pessoas que estão fora do meu próprio círculo de trabalho, fora da minha “bolha”.

Levei muito tempo pra perceber e quando me toquei disso comecei a perguntar para clientes, amigos, parceiros e fornecedores sobre dúvidas em relação à música ao vivo. A pergunta era muito simples: “tu tens alguma dúvida, dificuldade ou curiosidade sobre contratar música ao vivo?”. Seguida de uma confirmação da pergunta: “isso não é uma pergunta retórica. Eu estou pesquisando quais são as dúvidas das pessoas pra conseguir melhorar meu trabalho e o atendimento e construir novas possibilidades”. E começaram a chover informações e montes de possibilidades de conteúdo. A partir deste material comecei a pesquisar e construir conteúdo para meu canal pessoal do YouTube, textos para este site e também material de divulgação nas redes sociais.

O primeiro tópico, aquele que é o mais óbvio e por isso mesmo o mais difícil de responder é: POR QUÊ CONTRATAR MÚSICA AO VIVO?

Quando a gente fala de música ao vivo o leque é grande: pode ser um quarteto de cordas tocando repertório clássico (ou não, pois as possibilidades de um quarteto de cordas são muitas), um grupo de jazz, um Mc fazendo rima e batida, uma banda cover pra animar a pista, um grupo de pagode… em todos os casos estamos falando de artistas fazendo apresentações musicais que são performances únicas. Cada apresentação, por mais padronizado que seja o repertório, é única e adaptada ao momento.

A gente tem essa coisa de achar que artista é só aquele cara famosão, excêntrico que faz grandes espetáculos, shows com milhares de pessoas na plateia tipo Paul MacCartney, Madonna, Cold Play, Daniel, Thiguinho, André Rieu… mas o músico profissional que toca na orquestra da tua cidade, que tem a banda de jazz, de MPB, o mestre da escola de samba pode fazer uma apresentação linda e completamente personalizada no teu evento.

Falando especificamente do trabalho da Camerata Accord, a gente não tem grupos fechados. Não existe a Banda da Camerata, a Orquestra, o quarteto. Nós também não agenciamos nenhum artista ou grupo musical. Nosso modelo de negócio é organizar os grupos musicais por demanda. Isso nos dá liberdade para criar e preparar uma apresentação completamente personalizada pra atender as necessidades do contratante. A música começa do jeito que precisa começar e termina quando e como precisa ser terminada pois o arranjo (a forma como a música vai ser tocada adaptada ao grupo musical que vai tocar) é feito ou adaptado especialmente para cada evento.

Exemplos? Tenho um monte. Dá pra criar material diferenciado a partir de dois músicos.

Podemos ter um duo de violino e piano ou violino e acordeon ou um trio de violino, voz e piano, quarteto de cordas clássico (dois violinos, viola e violoncelo) recebendo convidados de um eventos com MPB, com pop/rock, com um repertório selecionado só de Beatles por exemplo. Também temos os clássicos quarteto de cordas e trompete ou trio de cordas para casamentos. Só nestes poucos exemplos as sonoridades são completamente diferentes. Também podemos organizar um grupo adaptado ao repertório com duo de cordas, piano e trompete para tocar clássicos do cinema. Também podemos organizar um conjunto pequeno de violino, acordeon e voz cantando somente os clássicos da colônia italiana no Brasil ou trechos de óperas com uma sonoridade mais “rústica”, mambembe.

Percebe que até agora só falei de grupos pequenos, de até quatro, cinco músicos. Podemos organizar conjuntos maiores com grupo vocal, organizar um coral com repertório black gospel como o do casamento de Meghan Markle e o Príncipe Harry. Aliás, este casamento é um exemplo de uma cerimônia transformada em um concerto e um dos meus preferidos da realeza.

Ainda no mercado de casamentos, existe uma tendência das noivas pedirem a entrada da marcha nupcial de Mendelsson (a mais tradicional aqui no Brasil) para anunciar a chegada da noiva e depois para a entrada uma outra música que tenha um significado para os noivos ou para a família. Com a música ao vivo a gente consegue fazer essa passagem de forma muito personalizada, natural e melhor: com a música ao vivo a gente consegue dar o tom que os noivos escolherem. Um quarteto pode ter um astral formal ou um astral mais descontraído dependendo do repertório selecionado.

Enquanto escrevia este texto e preparava o roteiro para o video, percebi o quanto este assunto ainda vai render pois a lista de vantagens é enorme assim como a variedade de tipos de eventos e formas de inserção de uma apresentação de música ao vivo em um evento.

Pra finalizar um último item  que, no meu entendimento, é a grande razão pra se contratar música ao vivo: é uma experiência única para teus convidados, uma obra de arte ao vivo, feita sob medida para o teu evento. Uma performance que nunca mais ninguém vai ver igual.

 

Mobilidade

Mobilidade

Já pensou como vai ser a circulação no seu evento?

Um assunto que, na minha opinião, ninguém dá atenção devida é a mobilidade do staff, legislação sobre saídas de emergência e convidados com necessidade específicas. Tudo isso eu penso como um mesmo problema: MOBILIDADE NO EVENTO.

Comecei a pensar nisso em uma festa de 15 anos em que o cliente contratou violino e piano e alugou o piano eletrônico (Aquele que é um móvel idêntico a um piano meia cauda, com um teclado eletrônico embutido. Mais informações AQUI). O piano foi montado em um palco, ao lado da cabine do Dj. Foi lindo: a organização perfeita, iluminação e, modéstia à parte, os músicos fizeram um show.

Terminou nossa apresentação, juntamos as coisas e o piano… não podia ser retirado antes do final da festa pois o posicionamento impedia uma movimentação que não atrapalhasse a festa. O fornecedor esperou até às 5h da manhã para desmontar e retirar o piano.

Foi falta de planejamento. Nem eu, nem a organizadora, nem a decoradora, nem o fornecedor pensamos nisso.

É muito comum em cerimônia de casamento em que os noivos fazem questão que os músicos fiquem ao lado do altar ou do púlpito. Às vezes a quantidade de padrinhos é tão grande que os músicos ficam escondido atrás deles. Isso dificulta a comunicação dos músicos com o staff do organizador e complica muito o momento de iniciar, parar e trocar de música.

Música ao vivo tem esta característica: é um momento único, completamente adaptado. O músico e o staff precisam estar em contato o tempo todo. Às vezes a noiva atrasa um pouco, as crianças birram, o cachorro foge… tem um monte de coisas que podem atrasar ou adiantar uma entrada no momento da cerimônia e os músicos e o staff precisam estar conectados com tudo isso para fazer a performance perfeita.

Às vezes somos contratados para tocar por três horas em eventos, tanto corporativos quanto sociais, e os músicos ficam posicionados de forma que não podem sair para ir ao banheiro, os garçons não conseguem acessar para trazer água… e ali ficam por três, quatro horas. No início do ano tocamos em uma formatura que o músico ficava nas coxias atrás da mesa de honra e só tinha acesso ao palco passando ao lado dos professores e homenageados. Na música de encerramento todos levantaram, os alunos cercaram a mesa e… o músico ficou ilhado, tendo que ultrapassar uma barreira de pessoas pra conseguir chegar ao microfone para a performance final que tinha que ser retumbante.

Outro dia fizemos um evento com várias pessoas com problema de mobilidade e na porta de entrada tinha uma imagem da Virgem Maria enorme debaixo de uma pérgola (lindo, lindo!), forçando todos a se esgueirar para entrar no salão principal. Fiquei imaginando… e se por qualquer razão precisássemos sair às pressas?

Dei este monte de exemplos só para ilustrar minha tese: quando for fazer um evento, pense na mobilidade. Quanto maior o evento, maior deve ser a preocupação com isso. Tem parte do staff que precisa circular o tempo todo, tem parte do staff que vai e vem, como os músicos, o celebrante, as atrações de depois do jantar. Limpeza, garçons, fotógrafos, filmagem, músicos, celebrante, Dj… todos estes profissionais tem necessidades específicas de mobilidade que precisa ser pensada. Tem também s questões técnicas e legais como mobilidade para pessoas com necessidades específicas e PPCI, autorização de bombeiros…

Um evento bem organizado precisa de um profissional capacitado que faça o levantamento das possibilidades do local e planeje junto com a decoração, o cerimonial E COM O CLIENTE para contemplar sonhos, necessidades e possibilidades.

Um evento bem organizado precisa de música ao vivo feita por profissionais qualificados 😉

Chama a Camerata Accord!

Foto de Dionathan Santos em um evento ao ar livre na Caza Wilfrido, Gramado/RS. Organizado por Anielle Hermes.

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Eventos ao ar livre

Eventos ao ar livre

É uma tendência, é mágico, é tudo de bom

Tenho notado um aumento considerável na quantidade de eventos ao ar livre ou em espaços mistos, com áreas fechadas ou cobertas e jardins, mesmo em épocas e lugares mais frios como o inverno da Serra Gaúcha. Junto com esta tendência vem a dos eventos diurnos, que são charmosíssimos quando bem elaborados.

Acredito que isso seja uma reação à vida urbana, sempre tão corrida, tão atarefada, tão cheia de paredes, espaços pequenos e luz fluorecente branca. Nos momentos de celebração, de socialização e amizade procuramos o sol e a tranquilidade da natureza.

Mas a natureza nem sempre ajuda e aqui no Rio Grande do Sul o clima muda de uma hora pra outra. Eu tenho um amigo catarinense que diz que gaúcho não é habitante, é sobrevivente: tem épocas que a gente sai de casa numa linda manhã de verão, almoça no outono e volta pra casa numa noite de inverno horrível com temperaturas baixas, vento e chuva fina. Com isso, evento ao ar livre é SEMPRE um risco, perincipalmente em determinadas épocas do ano.

Então não vale a pena sonhar com um casamento ao ar livre? É dor de cabeça na certa?

Não, claro que não. Só tem que ser bem planejado. Abaixo algumas dicas para que o sonho não vire um pesadelo:

Primeiro: NUNCA faça uma festa sem um bom organizador, planner, cerimonialista, produtor… não importa o nome que se dê a esta atividade. Existem no mercado profissionais competentes para todos os bolsos e gostos e estes profissionais são fundamentais para o bom andamento da organização da sua festa, escolha de bons fornecedores e, no momento da festa, para garantir que tudo vai acontecer de acordo com o previsto, sem surpresas desagradáveis.

Em tempo: ANTES de contratar o profissional que vai organizar seu evento cheque antecedentes, procure pessoas que já tenham contratado os serviços, procure indicações, dê “um google” no nome da pessoa. Desconfie de “paraquedistas” que ontem eram de uma área e hoje acordaram organizadores e de valores muito abaixo do mercado. Às vezes por trás de um preço baixo se esconde um prejuízo financeiro e, talvez, um dano moral. Infelizmente como em todos os nichos de mercado, o de eventos tem também seus problemas. Isso vale para todos os fornecedores que serão contratados.

Voltando ao nosso assunto, preferencialmente contrate o profissional de confiança ANTES de contratar o local da festa e acredite se o seu organizador te disser que este ou aquele locais não são adequados ou que têm pontos preocupantes. Fazer festa parece fácil, mas não é. A quantidade de coisinhas que podem dar errado em um evento é enorme e um bom organizador estudou e é treinado para conhecer e/ou prever problemas.

No caso específico do fornecedor de música ao vivo, o grupo musical contratado precisa de orientação para tocar as músicas certas nos momentos corretos. Um bom organizador tem o cronograma todo definido e jogo de cintura para resolver os imprevistos que SEMPRE ocorrem.

Segundo: pense em seus convidados com carinho. Se o local não tem chão firme, avise, mande um bilhetinho junto com o convite sugerindo sapatos confortáveis e adequados. Pisar na areia, na grama, no barro, em pedra lisa com sandálias altíssimas, sapatos masculinos finos, solados de couro… pode ser uma experiência ruim que pode causar acidentes, sujar ou deixar seu convidado de mau humor e estragar a sua festa.
Para os cantores e instrumentistas, um bom local para se acomodar é fundamental. Não dá pra tocar na chuva, nem com a cadeira inclinada, escorregando ou afundando… nem com os pés na água. Isso só funciona em foto de capa de disco e nos video dos Piano Guys (ADORO eles) É arte, é cinema. Não é a realidade.

Terceiro: Sol, luz e sombra. Se o evento vai ser durante o dia, garanta que os convidados e fornecedores tenham espaços de sombra para se abrigar com conforto. Árvores, lonas, ombrelones… tem solução para todo tipo de festa.
No meu caso específico, os músicos não podem em hipótese alguma ficar expostos ao sol forte nem à umidade. Os instrumentos são frágeis e estragam facilmente. Se o evento for no fim da tarde, é necessário pensar também na iluminação.
Já fui a casamento que atrasou, escureceu e, ao invés de um lindo casamento à meia luz do por-do-sol tivemos um casamento no escuro, com improvisos de luz para o celebrante, para foto e filmagem e para os e os músicos. Existem umas lanterninhas para as estantes das partituras e nós carregamos elas sempre conosco, independente da situação. Mas fica a recomendação: não deixe seus convidados e seus fornecedores no escuro.

Quarto e, por enquanto, último: plano B. Tenha um e execute se for necessário. Não teime com o seu organizador, não teime om as condições climáticas. Eu tenho material para escrever um livro inteiro só de contos de tragédias que poderiam ter sido evitadas facilmente se o contratante desse ouvidos ao organizador.
Às vezes a gente sonha em casar debaixo da árvore, cantar parabéns com o pé na água, premiação dos melhores funcionários no meio da grama… faz um investimento enorme para conseguir o evento dos sonhos e põe tudo a perder por bobagem. Não dá pra teimar com a natureza. Ela é sempre mais poderosa que a nossa vontade.
Então, combine com seu organizador um plano B tão bom quanto o plano A e confie nele se ele disser que é necessário implementá-lo.

Ah, e o mais importante: não tem evento dos sonhos sem música ao vivo. Contrate a CAMERATA ACCORD e ofereça aos seus convidados momentos de encantamento 😉

** Foto da ArteImagem **

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Música ao vivo: modo de usar

Música ao vivo: modo de usar

CASAMENTO

São tantas músicas lindas, tantas que fizeram parte da paquera, do namoro, do noivado… tem a do seriado, a do filme, aquela da festa quando começou o namoro… Como escolher um repertório?

Ninguém casa pensando no próximo casamento, então esta cerimônia é um momento único na vida dos noivos. Casais casam apaixonados, encantados com as expectativas de felicidade, deslumbrados com as possibilidades infinitas da vida a dois. A cerimônia PRECISA combinar com este estado de espírito glorioso.

No final de 2017 fizemos um casamento em que o noivo é norueguês e a noiva porto-alegrense. O casal se conheceu na Noruega e mora neste país já a alguns anos. Trouxeram amigos e parentes da Europa para celebrar a cerimônia em Porto Alegre, na Igreja Nossa Senhora das Dores. CLARO que o repertório da cerimônia era completamente diferenciado: o noivo fez questão de músicas do compositor Grieg* para sua entrada, entrada dos padrinhos e das madrinhas. A saída foi o Ode à Alegria, da 9ª sinfonia de Beethoven. A formação mais tradicional impossível: quarteto de cordas.

Em contraponto, na mesma época, fizemos um casamento ao ar livre em que o noivo gosta de rock, a noiva de sertanejo e o casal ouve junto música popular brasileira com aquela pegada de samba e sertanejo. O noivo entrou com Always, do Bon Jovi, a noiva entrou com a chamada da marcha nupcial (mais conhecido como o TAN-RA-RA-RAN!) seguida da música Escolhi te esperar, absurdamente romântica. Os padrinhos entraram com Trem Bala e a saída foi com Trevo Tu para o cortejo e Despacito para os noivos. Nunca mais os convidados vão esquecer daquela cerimônia elaborada com tanto carinho e com um “astral” tão a cara dos noivos. A formação bem de acordo com o repertório: violino, teclado e violão e voz.

É assim que a gente monta uma festa de casamento: escolhendo as músicas, simbologias, sonoridades, estéticas, que mais façam sentido para os noivos. Este tipo de cuidado é a certeza de lembranças lindas que serão levada pra vida toda.

AQUI você acessa a playlist deste artigo.

 

*Edvard Grieg, compositor norueguês nascido em Bergen, cidade natal do noivo. É o mais célebre compositor norueguês, um dos mais célebres do período romântico e do mundo. As suas peças mais conhecidas são a Suíte Sinfônica Holberg (a abertura foi usada para a entrada do noivo), o Concerto para piano e a Suíte Peer Gynt (também com partes utilizadas na cerimônia)

 

Formatura

Formatura

Todo mundo sabe que formatura é uma cerimônia longa e cheia de discursos e homenagens e muitas vezes chata para os convidados que, apesar da felicidade com o sucesso dos formandos, ficam durante horas assistindo uma cerimônia formal. Quem nunca “pulou” a cerimônia do primo e foi direto pra festa?

Como atualmente as universidades permitem maior maleabilidade no cerimonial, nós acreditamos que a cerimônia de formatura pode ser um momento solene e também de celebração descarada, transformada em um espetáculo para acompanhar o estado de espírito dos formandos, surpreender e homenagear os convidados. Acreditamos em fazer deste rito de passagem um grande espetáculo.

Sugerimos violino e violoncelo abrindo a cerimônia acompanhados de bateria e tocando músicas da moda, quartetos de cordas tocando os hinos e cantores homenageando os pais. Versatilidade é a palavra: com um grupo profissional fazendo música ao vivo podemos agradar a todos os gostos e transformar o evento em um show.

Flash mobe com os próprio formandos participando da homenagem? FAZEMOS! participação especial dos músicos com entradas triunfantes? Fazemos também. Trompetes para a entrada da turma e dos professores? Nossa, fica muito, muito legal!

 

Depois de um abertura “UAU!”, quarteto de cordas para a execução do Hino Nacional Brasileiro, deixando todos surpresos mais uma vez com músicos eruditos de carne e osso tocando ao vivo o hino. Também vale cantor + cordas, quarteto de vozes… montamos a formação de acordo com o gosto do contratante e a disponibilidade de orçamento.

 

Violinista na formatura
Violinista na formatura

Ao todo, durante uma cerimônia de formatura, podemos executar entre três e cinco musicas. Sempre buscando a melhor relação custo/benefício, podemos transformar a sua cerimônia de formatura em um espetáculo particular oferecido dos formandos aos seus convidados, que tanto apoiaram o estudante durante os anos de formação.

Entre em contato! vamos juntos elaborar uma apresentação especial.

Este texto também está publicado no blog de nosso parceiro Guia Festa. Clica AQUI e dá uma olhada nos vários serviços para eventos que eles oferecem para o seu evento.

Música ao Vivo em Eventos Empresariais

Música ao Vivo em Eventos Empresariais

Gerenciamento de equipes, articulação de grupos de trabalho, engajamento dos funcionários, sócios, associados… são pautas complexas que precisam ser tratadas diariamente dentro de empresas e instituições. Não existe uma fórmula simples e mágica mas existem pequenas ações que podem ajudar no entrosamento entre colaboradores. Dar um “refresco” para a rotina é uma delas.

Como?

Como você dá um tempo, refresca as ideias? Certamente saindo da rotina e fazendo coisas diferentes das tarefas cotidianas. E se a sua empresa oferecer uma experiência diferenciada para alegrar a rotina dos funcionários, sócios, associados e fornecedores?

Festas, eventos empresariais e ações em datas comemorativas são momentos perfeitos para valorizar colaboradores e fidelizar clientes. A música ao vivo transforma o ambiente e torna o evento inesquecível.

Ações para homenagear as colaboradoras no Dia da Mulher com distribuição de rosas e um violinista tocando, grupo de músicos em shopping valorizando ação do Dia dos Namorados com clássicos da música romântica, violinos tocando pelos corredores da empresa para homenagear pais, mães…

Quer impressionar? Coloque um quarteto de cordas tocando rock para recepcionar seus convidados.

Almoços e jantares corporativos ganham um ar requintado com músicos tocando ao vivo. Posse de diretoria, inaugurações, celebrações cívicas… a participação de um conjunto de cordas com a execução dos hinos transforma o evento em um pequeno espetáculo e quebra a rotina de forma encantadora e feliz.

E um flashmob? uma surpresa musical?! Existem inúmeras possibilidades: como músicos discretamente misturados aos convidados; instrumento aparecendo de surpresa, tocando temas conhecidos; algum colaborador da empresa que toca um instrumento fazendo uma “palhinha” para os colegas, e logo músicos profissionais se juntado a ele… a imaginação é o limite 🙂

No setor público já tocamos em eventos solenes nos 3 poderes como posses de desembargadores, homenagens na Assembleia Legislativa e Câmara de Vereadores e diversos momentos no Palácio Piratini. Os hinos tocados por um quarteto de cordas ao vivo imprimem ao momento grande imponência. Um tenor ou soprano podem complementar o grupo, sozinho ou em duo, acompanhado(s) de um quarteto durante os hinos ou executando as músicas de nosso extenso repertório.

Adorei o repertório diferenciado mas o padre é “chato”…

Adorei o repertório diferenciado mas o padre é “chato”…

…e só deixa tocar música cássica no casamento na igreja.

A primeira vez que alguém me falou sobre “padre chato” eu entrei em pânico. O casal tinha escolhido um repertório todo moderninho para o quarteto de cordas e a notícia veio enquanto os músicos se ajeitavam para o início do casamento em 30 min.

Respirei e fui conversar com o padre. Ele queria aprovar o repertório.

Levei a lista das músicas, conversei, combinei a Ave Maria… e por pura sorte deu tudo certo.

Pura sorte mesmo. Eu estava completamente despreparada e não fazia ideia que isso podia acontecer.

Depois disso cultivo o hábito de dar uma palavrinha com todos os sacerdotes com os quais trabalho e, quando tem, as cerimonialistas locais dos templos onde tocamos. E aprendi MUITO com isso:

Minha filha, tudo é uma questão de bom senso. Teve uma época que era moda casar com a música do Titanic. Eu barrei sempre. Como é que alguém vai começar um casamento com a imagem de um navio afundando?

Outro dia uma noiva me veio com uma gravação que a letra falava sobre a noiva, tão linda, que entrava na igreja e tals. Acontece que quando a gente ouvia a letra toda, quem estava cantando era o amante da noiva vendo ela entrar e casar com o noivo. Com é que eu vou deixar isso?”

Palavras da salvação!

Ouvi isso de um sacerdote em um templo tradicional de Porto Alegre. Essa conversa me ajudou a entender que o segredo para solucionar o “padre chato” é simplesmente o respeito.

Ás vezes, no afã de montar uma cerimônia memorável e realizar o sonho dos noivos, algumas pessoas não percebem que quando decidimos casar em um templo, estamos decidindo casar de acordo com uma série de dogmas e regras de comportamento. Não pode fazer cerimônia com músicas com letras lascivas, até chulas, que vão contra os ensinamentos da fé do templo escolhido, assim como não vamos parar o ensaio da escola de samba pra colocar um pregador com discurso preconceituoso no meio da quadra pra “ensinar” o que é certo. Não faz sentido. Não é respeitoso.

Como se resolve isso? Simples. Quando os noivos escolhem casar em templo, e a fama do sacerdote é de “chato” a primeira coisa que fazemos é ajudar na seleção de músicas que falem sempre de um amor especial, de histórias românticas, com melodias bonitas. A segunda coisa é selecionar, quando a igreja é católica, uma Ave-Maria para o momento da bênção das alianças. A terceira coisa é levar um repertório “coringa” junto na pasta de partituras para o caso de alguma das músicas ser barrada na hora de começar a cerimônia.

Mas então não tem sacerdote “chato” inviável? Tem sim. São poucos mas existem.

Daí temos que ter paciência, entender que estamos ocupando o espaço de trabalho dele e precisamos conversar com ele bem antes da cerimônia, aprovar o repertório e às vezes a formação.

Vou casar! E agora, com que música eu entro??!

Vou casar! E agora, com que música eu entro??!

Como é que a gente escolhe o repertório perfeito para o casamento?

Pois então… esta é uma dúvida recorrente e muitos noivos nos procuram completamente perdidos. Passaram a vida ouvindo MPBrocksertanejo e na hora do casamento acreditam que é preciso escolher um repertório completamente erudito e distante da realidade do casal.

Gente! A cerimônia de casamento tem que ter a cara do casal. É um momento importantíssimo que vai ser lembrado pro resto da vida e precisa representar a paixão do casal, o momento da vida. Precisa ser, daqui a 10, 20, 30 anos, uma lembrança de como era lindo este amor no dia da cerimônia.

Se os noivos querem montar um casamento BEEEMMM tradicional, típico da aristocracia europeia, tipo princesas da Disney, ok: escolhemos um repertório erudito. E fica LINDO!

Se não, vamos escolher alguma coisa que tenha a ver com o casal, com os momentos felizes e românticos que viveram e que os envolveram a ponto de… casar!

Vamos de Beatles, de Paula Fernandes, de LedZeppelin, de Elis Regina! Vamos fazer os padrinhos rirem da música escolhida para entrada deles, a mãe da noiva se emocionar já com a música da entrada, o noivo entrar com aquela música que vai fazer ele esquecer o nervosismo e sorrir.

Casamento é isso: é o momento de comemorar com os pais, padrinhos e convidados a sorte de ter encontrado alguém especial. É o momento de agradecer e celebrar.

Para isso, temos um repertório imenso e a possibilidade de montar arranjos para todas as formações.

Viola? Viola de arco!

Viola? Viola de arco!

Quando sugerimos o quarteto de cordas, as pessoas nos perguntam: “Oi? o que é um quarteto de cordas?”

Então… quarteto de cordas é a formação clássica (e mágica) que resolve 85% dos repertórios, do barroco ao sertanejo: 2 violinos, viola e violoncelo. Viola? sertanejo???

Não, não não é a viola da Inezita Barroso. A viola do quarteto de cordas clássico é a …  viola clássica (ou viola de arco): um instrumento tão antigo quanto o violino.

Ela é semelhante ao violino, só é um pouco maior que o violino. Tendo o corpo maior, o som é mais grave. A viola tem o registro de som intermediário entre o violino e o violoncelo, completando a palheta harmônica do quarteto de cordas. A viola é essencial no quarteto, fecha toda a tessitura do som, dos graves aos mais agudos: preenche a harmonia do som do quarteto.

Quando nos pedem a formação de um trio, sugerimos violino, viola e violoncelo. Assim temos toda a palheta de sons representada em 3 instrumentos.

Veja o artigo da Wikipedia sobre a viola. Na imagem do topo deste post, você pode ver um violino ao lado de uma viola.

Como disse anteriormente, a viola é o instrumento maior!